Nostalgia 2025 – Instalando o Windows 95 no Proxmox!

Pessoal,

Hoje vou falar um pouco sobre o Windows 95. Este ano ele completa 30 anos!

Como sempre gosto de fazer, aqui estão as fotos da caixa (e conteúdos) do Windows 95!

 

A instalação podia ser feita com disquetes ou CD.

CD de instação do Windows 95!
Disco de boot para instalação do Windows 95!

Os 13 disquetes para instalação!

Em tempo: se você quiser uma cópia do manual do Windows 95, que vinha na caixa, pode baixar aqui, direto do site WinWorld!

Já falei do Windows 95 aqui, em 2023, e aqui, em 2018. Nas duas ocasiões, falei um pouco sobre o Windows 95, sobre seu desenvolvimento e sobre a instalação em VM (no VMWare e no VirtualBox). Desta vez, vou abordar um pouco mais sobre o desenvolvimento, principais inovações que o tornaram tão importante, seu legado e vamos concluir instalando ele no Proxmox!

Lançado pela Microsoft em 24 de agosto de 1995, o Windows 95 não foi apenas uma atualização de software. Foi um catalisador cultural e tecnológico que transformou o PC de uma ferramenta técnica em um dispositivo acessível e multifuncional. Foi um fenômeno comparável à estreia de um blockbuster de Hollywood. Lojas em todo o mundo abriram à meia-noite, com filas de consumidores ansiosos. 

O Desenvolvimento do Windows 95 – Dos Bastidores ao Lançamento Histórico

O desenvolvimento do Windows 95 começou como uma resposta a um mundo em mudança. No início dos anos 1990, o Windows 3.1 era popular, mas bem limitado pois dependia do MS-DOS para boot e gerenciamento básico e sua interface gráfica era mais um add-on do que um sistema integrado. A Microsoft, sob a liderança de Bill Gates, via a necessidade de algo novo para competir com rivais como a IBM, que havia lançado o OS/2 2.0 em 1992 com multitarefa real e suporte a programas Windows. Assim, em março de 1992, iniciou-se o projeto “Chicago”, um codinome inspirado na cidade natal do blues, simbolizando talvez a “alma” que o novo sistema traria aos PCs: unificar o MS-DOS 7.0 com uma GUI 32 bits, mantendo compatibilidade com hardware modesto como processadores 386, enquanto introduzia inovações que transformariam a experiência do usuário.

A equipe era vasta e diversificada. Brad Silverberg, vice-presidente sênior, trouxe experiência da Apple e Borland, enfatizando design centrado no usuário. Ele montou grupos especializados: um para o kernel, outro para a interface, e equipes de testes com foco em usabilidade. O processo era iterativo, baseado no ciclo “construir-medir-aprender”: protótipos eram criados em semanas, testados com usuários reais (de donas de casa a executivos!) em laboratórios equipados com espelhos unidirecionais e câmeras, e refinados. Por exemplo, nos primeiros protótipos, a interface experimentava “trays” (bandejas) para ícones e conceitos como “file cabinets” (armários de arquivos),  mas testes mostraram que usuários se confundiam, levando à barra de tarefas unificada que ficou no final.

Em julho de 1992, os primeiros conceitos focavam em unificar o MS-DOS 7.0 com uma GUI 32 bits, mas mantendo compatibilidade com hardware de 386. Por volta de agosto de 1993, o build 58s foi um ponto muito importante: era o primeiro com um menu Iniciar protótipo, dividido em três botões – um para lançar programas, outro para acessar documentos recentes e um para configurações do sistema. Esse build também introduziu o conceito de “atalhos” (shortcuts), permitindo que usuários criassem links para arquivos sem duplicá-los, e suporte inicial a nomes longos de arquivos, quebrando a limitação 8.3, herança do CP/M e DOS.

Avançando para outubro de 1993, o build 73g melhorou a rede, adicionando suporte básico a protocolos como NetBEUI para compartilhamento de impressoras e arquivos em redes locais pequenas. Aqui, desafios surgiram: integrar rede sem aumentar requisitos de memória era crucial, pois muitos usuários tinham apenas 4-8 MB. Em 1994, builds como o 122 testaram o Plug and Play pela primeira vez, detectando hardware automaticamente, mas com bugs frequentes – dispositivos como placas de som Sound Blaster causavam conflitos, exigindo reescritas no código do Configuration Manager. Isso iria, em breve, acabar com a necessidade de configurar jumpers manualmente! Vocês que são mais novos não sabem que inferno era isso! Um erro e o hardware poderia ser danificado 🙁

Maldito jumper!

Setembro de 1994 trouxe o build 189, o primeiro a carregar o nome “Windows 95”. Sua interface era quase final: ícones com sombreamento 3D para dar profundidade visual, e uma taskbar que agrupava janelas abertas. Testes de usabilidade revelaram problemas: usuários novatos demoravam para encontrar o “desligar”, levando à adição de um menu dedicado no Iniciar. Em março de 1995, o build 347 (Beta 2) integrou o DirectX preliminar, permitindo testes com jogos 3D simples, e melhorou o suporte a modems para dial-up, prevendo a explosão da internet.

O build 501, de junho de 1995, foi o Release Candidate 1, essencialmente a versão final com polimentos menores. O programa beta envolveu 250 mil participantes, que pagavam US$ 19,95 por disquetes ou CDs de preview. Esses betas expiravam em novembro de 1995 para forçar upgrades, e incluíam acesso ao The Microsoft Network (MSN), um serviço online inicial (renomeado MSN Dial-Up Internet Access em 1998). Feedback dos betas corrigiu milhares de bugs, como instabilidades em multitarefa quando rodando múltiplos programas 16 bits.

Homepage do MSM em 1996!

Os desafios foram enormes! O projeto foi adiado de 1993 para 1995 devido a complexidades técnicas, como garantir que programas DOS rodassem em VMs virtuais sem perda de performance e pressão externa da IBM, que alegava superioridade do OS/2, forçando otimizações no emulador DOS do 95. Internamente, havia rivalidade com a equipe do Windows NT, que via o Chicago como “simplificado demais”. Bill Gates mediou, priorizando o mercado de massa. Comentários internos contam que Gates testava builds pessoalmente, frustrado com crashes, e insistia em features como o vídeo tutorial “Welcome to Windows 95”, narrado por celebridades (ele entendia, e com razão, que o Windows 95 não era apenas um produto técnico, mas um produto cultural que precisava atrair desde crianças até executivos).

O lançamento foi um evento global: US$ 300 milhões em marketing inicial, totalizando US$ 1 bilhão com promoções. Comerciais com “Start Me Up” dos Rolling Stones capturavam o espírito de “início” – o botão Start como porta de entrada.

Festas em 30 países, incluindo uma em Redmond com Jay Leno como MC, e a iluminação do Empire State Building em cores do Windows.

The Empire State Building com as cores do Windows!

Esse vídeo mostra o Bill Gates nerdão e o Steve Ballmer, futuro CEO da Microsoft, completamente doidão.

No Brasil, o lançamento coincidiu com a popularização dos PCs importados, vendendo milhares de cópias em lojas. Era o fim da nossa reserva de mercado da informática, a famigerada “Política Nacional de Informática“, uma das mais estapafúrdias e retrogradas leis criadas no Brasil, aquelas jabuticabas lindas no papel e desastrosas na prática (já falei dessa desgraça em vários posts – veja aqui).

Esse hype não era vazio: o 95 resolveu dores reais, como a necessidade de bootar no DOS para jogos, integrando tudo em uma GUI coesa e acessível!

Arquitetura e Dependência do DOS

A arquitetura do Windows 95 é uma maravilha da engenharia híbrida, misturando elementos 16 bits do passado com inovações 32 bits para o futuro. Diferente do Windows NT, que era puramente 32 bits e exigia hardware robusto, o 95 foi projetado para rodar em PCs comuns.

Arquitetura do Windows 95

No fundo está o MS-DOS 7.0, atuando como bootloader. Ao ligar o PC, o DOS carrega o IO.SYS (nos sistemas antigos, o kernel estava no MSDOS.SYS, mas nos Windows 9x, era nesse IO.SYS), inicializa hardware básico (como disco e memória) e passa o controle ao Windows via VMM (Virtual Machine Manager). O VMM32.VXD é o cérebro do sistema: gerencia memória virtual usando paging (troca de dados entre RAM e disco), lida com interrupções de hardware (como cliques de mouse) e cria threads para multitarefa. Para programas 32 bits, usa multitarefa preemptiva: o sistema decide quando alternar tarefas, prevenindo que um programa “monopolize” o CPU. Para programas 16 bits, é cooperativa: os programas devem “ceder” tempo, o que podia causar travamentos se um travasse.

Por exemplo, ao rodar o Word 6.0 (16 bits) e o Excel 95 (32 bits) simultaneamente, o VMM agenda threads do Excel preemptivamente, mas espera o Word “liberar”. Isso melhorava em 50-100% o desempenho comparado ao Windows 3.1.

O Configuration Manager (CONFIGMG) faz o papel de um detetive do hardware durante o boot, enumerando dispositivos via BIOS ou escaneamento de bus (ISA, PCI), alocando recursos como IRQs (linhas de interrupção) e DMAs (acesso direto à memória). Antes, usuários alteravam jumpers em placas; agora, o 95 resolve conflitos automaticamente, embora nos primeiros meses pós-lançamento, bugs faziam impressoras HP não serem detectadas, exigindo patches.

De novo: malditos jumpers!

O Installable File System Manager gerencia discos: suporta FAT16 com VFAT para nomes longos (ex.: “Relatório Anual 1995.txt” em vez de “RELATO~1.TXT”). Usa I/O 32 bits, bypassing o BIOS para leituras rápidas (copiar um arquivo de 1 MB levava segundos, não minutos). Cache dinâmico ajusta-se à RAM disponível, otimizando para máquinas com 8 MB. No OSR2, o FAT32 permitiu partições maiores que 2 GB, crucial para HDs de 4-8 GB emergentes.

A API Win32 é o interface para programadores, dividida em Kernel (gerencia processos, arquivos), User (UI, janelas) e GDI (gráficos, desenho). Mistura 16/32 bits para compatibilidade – funções 16 bits “thunkam” para 32 bits, permitindo rodar programas antigos. Esse “thunk” é um complexo processo onde ponteiros 32bits (de endereço linear) eram convertidos em ponteiros 16bits (segmento:offset), permitindo a execução de códigos 16bits no ambiente 32bits. Isso custava vários ciclos de CPU, mas era necessário para permitir a compatibilidade 32/16 bits e permitir que o Windows 95 rodasse software legado. Com os anos, foi ficando cada vez menos necessário realizar esse processo.

Registry (REGEDIT.EXE) centraliza configurações, substituindo os antigos arquivos INI dispersos pelo sistema, mas podia inchar e causar lentidão se não mantido, mas trouxe alguma ordem ao caos dos arqueivos INI.

Organizado em hives (HKEY_LOCAL_MACHINE, HKEY_CURRENT_USER, etc.), ele armazena configurações do sistema, perfis de hardware (Plug and Play), preferências de programas e informações de registro de software.

Editor de Registros do Windows 95

Quanto à dependência do DOS, é profunda mas não absoluta. O DOS inicia o sistema e fornece drivers reais para modo seguro, mas na GUI o Windows assume a maior parte das funções (programas DOS rodam em VMs virtuais: cada um tem sua “máquina” 8086 emulada, com acesso virtual a memória e periféricos). Por exemplo, alguns jogos de DOS no Windows 95 usam drivers Windows para som e mouse, melhor que no DOS puro. Editando MSDOS.SYS (um arquivo texto no root do C:), definindo BootGUI=0, você pode bootar direto no prompt DOS – ideal para utilitários como FDISK.

Essa hibridez gerou controvérsias: críticos diziam que o 95 era “DOS com maquiagem” (haters will be haters), mas na realidade, o Windows assume 90% das funções, usando DOS só para legado.  Clones como DR-DOS foram bloqueados o que resultou em alguns processos, mas garantiu estabilidade em hardware variado.

Obviamente o sistema não era perfeito:

  • Crashes em aplicativos 16 bits podiam derrubar o sistema
  • Suporte a RAM >480 MB causava erros no VCACHE (cache de disco)
  • Não suportava multiprocessamento simétrico (SMP)
  • Programas mal-comportados podiam vazar memória

Ainda assim, era um equilíbrio engenhoso para 1995, permitindo rodar em hardware modesto enquanto oferecia recursos modernos.

Interface do Usuário – Como o Windows 95 Tornou os PCs Amigáveis

A interface do Windows 95 foi uma revolução em design, “inspirada” no Macintosh mas adaptada para o ecossistema PC. O processo começou com estudos de usabilidade: a Microsoft construiu labs onde usuários eram filmados interagindo, revelando dores como “onde estão meus programas?”. A equipe de design, influenciada por guidelines de human-computer interaction da época, priorizou três princípios: simplicidade (menos cliques, mais intuição), consistência (mesmos padrões em todo o sistema) e “descobrabilidade” (recursos fáceis de encontrar).

O desktop é o centro: um espaço virtual para ícones de arquivos, pastas e atalhos. Diferente do Program Manager do 3.1, onde grupos eram janelas fixas, o Windows 95 permite arrastar ícones livremente. O desktop do Windows 95 possui ícones especiais como Meu Computador (permite rápido acesso aos drives A:, C:, D:, por exemplo), Rede Vizinha (que permite a visualização de outros PCs em LAN) e a Lixeira (que guarda arquivos deletados para fácil recuperação).

windows95
Desktop do Windows 95

A barra de tarefas inferior agrupa botões de janelas abertas permitindo facil alternância entre os programas abertos, com systray para ícones de fundo (ex.: relógio, volume). A escolha da barra na posição inferior horizontal foi para maximizar o espaço vertical, porém ela é personalizável, a gosto do usuário.

Implementação da barra de tarefas do Windows 95

O menu Iniciar é o “hub” do sistema. Clicando em Start, submenus em cascata mostram programas instalados, documentos recentes (até 15), busca e configurações, além de opção para executar uma linha de comando rápida e um menu dedicado para desligar o sistema. Builds iniciais tinham botões separados, mas testes mostraram confusão, levando ao design unificado – uma decisão que salvou milhões de horas de frustração.

Windows Explorer substitui File Manager do Windows 3.1, permitindo visualizações em lista (com colunas para nome, tamanho, data), detalhes ou ícones grandes, navegação em árvore, movimentação de arquivos com “drag and drop”.

Windows Explorer do Windows 95

Outros recursos como o AutoRun (que inicia CDs automaticamente), sons para eventos (como abrir e fechar janelas, erro, etc), vídeos tutoriais com animações ensinando recursos básico a iniciantes, recursos de acessibilidade inclui Sticky Keys para deficientes motores e opções de alto contraste para deficientes visuais mostraram a grande inovação que foi este sistema.

Um detalhe que não podemos esquecer: o boot sound por Brian Eno — um som de pouco mais de 4 segundos que custou US$ 35 mil e tornou-se icônico!

Caso você não saiba que foi Brian Eno, aqui está uma das principais música deste músico por trás do Roxy Music!

Atualizações como Internet Explorer 4.0 adicionaram Quick Launch (ícones rápidos na taskbar) e Active Desktop (wallpapers com HTML dinâmico, precursor de widgets).

A fluidez do Windows 95, natural hoje, era revolucionária em 1995, reduzindo drasticamente a curva de aprendizado e tornando PCs acessíveis a crianças, idosos e pessoas sem background técnico.

Avanços Técnicos – Inovações que Redefiniram a Computação Pessoal

O Windows 95 foi um salto tecnológico, introduzindo recursos que transformaram o PC em uma plataforma multimídia, conectada e versátil. Vamos falar um pouco sobre as principais inovações.

Plug and Play: Automatizando a Configuração de Hardware

Antes do Windows 95, instalar uma nova placa de vídeo ou impressora dava vontade de chorar! Usuários precisavam configurar jumpers físicos ou editar arquivos como CONFIG.SYS para definir IRQs (interrupções de hardware) e DMAs (canais de acesso direto à memória). O Plug and Play (PnP) mudou isso ao automatizar a detecção e configuração de hardware. No boot, o Configuration Manager (CONFIGMG) escaneia o barramento (ISA, PCI) usando enumeradores, identificando dispositivos como placas de som Sound Blaster ou modems USRobotics e aloca os recursos dinamicamente, evitando conflitos (por exemplo, se uma placa de rede e uma impressora tentassem usar o IRQ 5, o PnP reatribuía automaticamente).

Lindo na teoria!

Na prática, um usuário em 1995 conectava uma nova placa Ethernet PCI, reiniciava o PC, e o Windows 95 reconhecia o dispositivo, solicitando um disquete de driver (geralmente fornecido pelo fabricante). No entanto, o PnP inicial era instável, apelidado de “Plug and Pray” por falhas em placas ISA legadas, como controladoras de disco. O PnP usava o registro (HKEY_LOCAL_MACHINE) para armazenar perfis de hardware, permitindo reconfiguração sem reinstalação. Essa inovação, embora imperfeita, pavimentou o caminho para USB e FireWire em versões posteriores (OSR2.1), reduzindo a barreira técnica para novatos.

DirectX: Revolucionando Jogos e Multimídia

O DirectX, introduzido em atualizações do Windows 95, foi um divisor de águas para jogos. Antes, jogos como Doom exigiam boot no DOS para acessar hardware diretamente, contornando limitações do Windows 3.1. O DirectX, começando com a versão 1.0, oferecia APIs (Application Programming Interfaces) para gráficos (DirectDraw), som (DirectSound), e input (DirectInput), permitindo acesso otimizado a hardware sem sair da GUI. Os jogos usavam DirectDraw para renderizar gráficos 2D/3D em tela cheia, com taxas de quadros 30-50% melhores que no DOS puro, graças ao acesso direto à VRAM da placa de vídeo.

 

 

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DOOM rodando no Windows 95 com DirectX, menos pixelado

O DirectX bypassava camadas lentas do GDI (Graphics Device Interface), conectando programas diretamente ao hardware via drivers 32 bits. Suporte a OpenGL, incluído no 95, complementava para aplicações CAD, como AutoCAD, onde renderizações 3D de wireframes eram aceleradas. O build 347 do Windows 95 (março 1995) testou DirectX preliminarmente. No OSR2 (agosto 1996), o DirectX 2.0a foi integrado, permitindo jogos como Quake. OSR2.5 (novembro 1997) trouxe DirectX 5.0, suportando jogos 3D avançados e placas AGP.

Quake III Arena

Placas de vídeo antigas (ex.: Trident 8900) não suportavam DirectX, forçando o uso de modos legados. Até o DirectX 8.0a (2001), o 95 evoluiu, mas jogos modernos exigiam OSRs para estabilidade. Versões posteriores exigiam Windows 98/ME/XP. Hoje, o DirectX 12 é descendente direto, consolidando o Windows como plataforma dominante para jogos.

Multitarefa Preemptiva: Um Salto na Responsividade

O Windows 95 trouxe multitarefa preemptiva para programas 32 bits, um avanço sobre a multitarefa cooperativa do Windows 3.1. Na cooperativa, programas “cediam” tempo ao sistema, e um travamento (ex.: um loop infinito no Word 6.0) congelava tudo. Na preemptiva, o kernel decide quem usa o CPU, alocando fatias de tempo (time slices) via VMM. Exemplo: você copia um arquivo de 10 MB enquanto edita uma planilha no Excel 95; o sistema alterna entre tarefas, mantendo a interface responsiva. Para programas 16 bits, a multitarefa era cooperativa, herdada do 3.1, o que causava instabilidades.

Na prática, a multitarefa preemptiva aumentava a produtividade. Um teste da PC Magazine (1995) mostrou que copiar arquivos enquanto rodava um programa de contabilidade era até 60% mais rápido no 95 que no 3.1, mesmo em um 486 com 8 MB. Existiam limitações: aplicativos 16 bits, comuns em 1995, eram gargalos, e máquinas com 4 MB de RAM sofriam com swapping excessivo para o disco.

Rede Integrada: Conectando PCs e a Internet

O Windows 95 foi pioneiro em networking doméstico. Incluía suporte nativo a TCP/IP (protocolo de internet, nativo no Windows 95), NetBEUI (protocolo para redes locais pequenas) e IPX/SPX (protocolo para redes Novell NetWare), permitindo conexões dial-up (modems de 14.4 a 33.6 kbps) e redes locais (LANs).

Para exemplificar: em uma pequena empresa, dois PCs com placas Ethernet conectados via cabo cruzado podiam compartilhar uma pasta via Rede Vizinha, usando o protocolo SMB (Server Message Block). Configurar era simples: o wizard de rede guiava o usuário, solicitando apenas um nome de grupo de trabalho. Comparado ao Windows for Workgroups 3.11, o 95 era mais robusto, suportando até 100 nós em LANs pequenas.

Para internet, o Windows 95 incluía um cliente dial-up; com o Internet Explorer 2.0 (SP1), usuários conectavam a provedores como AOL. A velocidade era lenta – uma página HTML de 100 KB levava 20 segundos –, mas o MSN (The Microsoft Network), integrado na RTM, oferecia um portal com notícias e fóruns.

O Internet Explorer evoluiu bastante, partindo do IE 2.0 (SP1) (navegação HTML básica), passando pelo IE 3.0 (OSR2) (suporte a JavaScript e frames) e chegando ao IE 4.0 (OSR2.5) (com Active Desktop e integração profunda com o sistema).

Drivers de rede iniciais eram instáveis e firewalls eram rudimentares, deixando vulnerabilidades. Mas, ainda assim, o Windows 95 abriu as portas para a web doméstica, acelerando a adoção da internet de 10% para 40% dos lares americanos entre 1995 e 1998.

Outros Avanços: Multimídia, Energia e Acessibilidade

  • Multimídia: Suporte nativo a arquivos WAV (áudio com qualidade de CD), MIDI (música sintetizada) e AVI (vídeo via Media Player). Vídeos como “Good Times” de Edie Brickell, incluído no CD, rodavam em 320×240, consumindo 5-10% do CPU em um 486DX2. Placas de som como Creative Sound Blaster 16 eram plenamente aproveitadas.

  • Advanced Power Management (APM): Para laptops, o Windows 95 reduzia consumo de energia desligando discos ou monitores após inatividade.
  • Acessibilidade: Sticky Keys, Filter Keys, modos de alto contraste e sons visuais ajudavam deficientes.
  • FAT32 (OSR2): Permitia partições maiores que 2 GB, essencial para HDs de 4-8 GB e clusters menores (4KB, com menor desperdício de espaço). Um HD de 8 GB podia ser uma única partição, em vez de várias no FAT16.
  • USB e FireWire (OSR2.1): Suporte inicial a periféricos como scanners e câmeras digitais, embora drivers fossem raros em 1997.
  • AGP e MMX: Suporte a placas gráficas AGP (OSR2.5) e instruções MMX do Pentium aceleravam multimídia.

Esses avanços transformaram o PC em uma central multimídia, conectada e acessível, com impactos sentidos até hoje.

O Processador Pentium: Espinha Dorsal do Windows 95

Intel Pentium

Lançado em 22 de março de 1993, o Intel Pentium foi crucial para viabilizar o Windows 95. O quinto processador da linha x86, sucedendo o 486, ele não foi apenas uma evolução incremental, mas um salto que acelerou o desempenho dos PCs, viabilizando aplicações multimídia, jogos avançados e sistemas operacionais mais robustos.

Para compreender o impacto do Pentium, precisamos voltar aos anos 1970 e 1980. A Intel dominava o mercado com a família x86:

  • 8086 (1978): Início da linha, 16 bits
  • 80286 (1982): Modo protegido, até 16 MB de RAM
  • 80386 (1985): 32 bits, até 4 GB de memória virtual
  • 80486 (1989): FPU integrada, cache L1

Em 1990, o Windows 3.0 trouxe interfaces gráficas que demandavam mais potência. Concorrentes como AMD e Cyrix começavam a clonar chips Intel, desafiando seu monopólio. O Pentium, codinome P5, foi a resposta estratégica.

Por Que “Pentium” em Vez de “586”?

Originalmente, a Intel planejava chamar o processador de “586” ou “i586”, seguindo a numeração tradicional. Porém, uma decisão judicial de 1991 determinou que números não podiam ser registrados como marcas, permitindo que concorrentes como AMD vendessem chips “486” sem infringir patentes.

Para proteger sua identidade de marca, a Intel criou o nome “Pentium”, combinando “Penta” (cinco em grego, quinta geração de processadores x86) e “ium” (sufixo latino evocando elementos químicos, sugerindo solidez). Esse nome permitiu marketing exclusivo, diferenciando-o de clones como o AMD K5, e tornou-se sinônimo de inovação computacional nos anos 1990.

Vantagens do Pentium Sobre Processadores Anteriores

Comparado ao 80386:

O 386, lançado em 1985, foi um marco por introduzir o modo protegido de 32 bits, permitindo até 4 GB de memória virtual e suporte a multitarefa. No entanto rodava a baixa velocidade, com clock de apenas 12 a 40 MHz, lento para multimídia. Além disso a arquitetura era sequencial, com uma instrução por ciclo, geralmente sem cache integrado, dependendo de cache externo lento, e sem unidade integrada de cálculos, exigindo coprocessador 387 separado para cálculos de pontos flutuantes.

O Pentium superava dramaticamente, pois possuia arquitetura superscalar com duas pipelines (U e V) executando até duas instruções por ciclo, além de Cache L1 Integrado (16 KB, sendo 8 KB dados + 8 KB instruções), reduzindo latências de memória. Um Pentium de 60 MHz era 5 a 10 vezes mais rápido que um 386 de 40 MHz em tarefas inteiras.

Comparado ao 80486:

O 486, de 1989, já era mais avançado. Possuia Cache L1 de 8 KB integrado, FPU embutida e ciclava mais rápido (25 a 100 MHz), ou seja dobrava o desempenho do 386 no mesmo clock!

Porém, comparado ao Pentium, era lento. O Pentium possuia FPU otimizada que processava operações de ponto flutuante até 50% mais rápido, essencial para renderização 3D em jogos, possuia arquitetura superscalar com pipeline duplo que permitia execução parcial de forma não sequencial, possuia cache maior (de 16 KB contra 8 KB do 486). Isso resultava em performance superior: um Pentium de 90 MHz entregava FPS significativamente maiores que um 486 de 100 MHz em jogos

Grandes Inovações Introduzidas pelo Pentium

  1. Superscalaridade: Ao contrário dos processadores escalares como o 486, que executavam uma instrução por ciclo, o Pentium usava dois pipelines (U e V), despachando até duas instruções independentes simultaneamente. Isso dobrava o throughput em códigos otimizados, especialmente eficaz em aplicações com instruções paralelizáveis.
  2. Predição de Branches Dinâmica: Reduzia penalidades em saltos condicionais (comuns em loops e decisões lógicas) usando um Branch Target Buffer (BTB) que armazenava endereços de branches recentes, melhorando a eficiência do pipeline.
  3. Cache L1 Separado: Baseado na arquitetura Harvard, com 8 KB para dados e 8 KB para instruções, minimizava conflitos entre acesso a dados e código, acelerando a execução.
  4. FPU Integrada com Pipelining: Processava operações de ponto flutuante mais rápido, beneficiando jogos 3D, software CAD e aplicações científicas.
  5. Barramento de Dados de 64 bits: Dobrava a largura de banda comparado ao barramento de 32 bits do 486, acelerando transferências de memória.
  6. Tecnologia BiCMOS: Inicialmente 0,8 mícron (depois 0,35 mícron), melhorava eficiência energética comparado a variantes do 486 com overclock.
  7. Suporte a Multiprocessamento Simétrico (SMP): Versões como o Pentium Pro permitiam configurações dual-CPU, algo inviável no 386 e raro no 486.

Para maior compreensão, já que citei arquitetura Harvard, é preciso explicar melhor ela e a arquitetura de von Neumann.

A arquitetura de von Neumann, proposta em 1945 pelo matemático e físico húngaro John von Neumann, baseia-se no conceito de memória unificada onde tanto o programa (código) quanto os dados são armazenados no mesmo espaço de memória. A CPU se conecta a essa memória única através de um único barramento, buscando instruções e dados do mesmo lugar.

Esta abordagem é mais simples de projetar e programar, além de ser mais barata por necessitar apenas de um sistema de memória e um barramento. A grande vantagem é a flexibilidade: a mesma memória pode ser usada para código ou dados conforme a necessidade do momento. Porém, existe uma desvantagem conhecida como “gargalo de von Neumann”: a CPU não pode buscar uma instrução e dados simultaneamente, o que torna as operações mais lentas quando ambos são necessários ao mesmo tempo. A maioria dos PCs utiliza esta arquitetura, incluindo os processadores x86 como o 386, 486 e Pentium no contexto geral da memória principal.

Arquitetura de von Newmann

A arquitetura Harvard, na verdade é ligeiramente anterior (1944), adota uma abordagem diferente com memórias completamente separadas para instruções e dados. Existem duas memórias distintas conectadas à CPU através de dois barramentos independentes, permitindo que a CPU busque instruções e dados simultaneamente. Esta capacidade de paralelismo é a grande vantagem: enquanto executa uma instrução, a CPU já pode estar buscando a próxima, resultando em operações mais rápidas. Além disso, oferece maior segurança pois o código não pode ser acidentalmente sobrescrito por dados. As desvantagens incluem maior complexidade e custo (dois sistemas de memória completos) e menor flexibilidade, já que o tamanho de cada memória é fixo na arquitetura. Esta arquitetura é comum em microcontroladores como Arduino e PICs, processadores de sinal digital (DSPs) e, curiosamente, no cache interno do Pentium.

Arquitetura Harvard

Os processadores modernos, incluindo o Pentium, utilizam o que chamamos de arquitetura Harvard modificada ou híbrida. Externamente, em relação à memória RAM principal, eles funcionam como von Neumann com memória unificada. Porém, internamente no cache L1, funcionam como Harvard com caches separados. No caso específico do Pentium, o cache L1 de 16 KB total é dividido em 8 KB para instruções (código) e 8 KB para dados. Isso permite que o processador busque uma instrução da cache de código enquanto simultaneamente processa dados da cache de dados, combinando a flexibilidade da arquitetura von Neumann com a velocidade da arquitetura Harvard.

Esta separação do cache L1 foi crucial para o desempenho superior do Pentium. Enquanto processava dados de um programa, o processador já buscava a próxima instrução em paralelo, eliminando o gargalo tradicional da arquitetura von Neumann. Esta foi uma das principais razões pelas quais o Pentium era significativamente mais rápido que seu predecessor, o 486, que tinha um cache L1 unificado de apenas 8 KB. No contexto do Windows 95, esta arquitetura de cache aprimorada permitia que o sistema operacional executasse múltiplas tarefas com maior eficiência, contribuindo para a experiência fluida de multitarefa que era uma das principais inovações do sistema.

A Intel lançou várias versões do Pentium entre 1993 e 2023. Algumas que merecem citação são o Pentium Original (P5, 1993-1996),Pentium MMX (1997), que trouxe o MMX, o Pentium Pro (P6, 1995-1998), o Pentium II (1997-1999), base para o Celeron (de baixo custo e com cache reduzido) e o Xeon (para servidores), o Pentium III (1999-2001), que adicionou o SSE (Streaming SIMD Extensions) para gráficos 3D, o Pentium 4 (2000-2008), que focavam em força bruta às custas de alto consumo de energia e o Pentium M (2003-2006), que fpriorizava eficiência energética sobre frequência e influenciou a linha Core.

MMX: As Extensões Multimídia de 1997

O MMX, lançado pela Intel em janeiro de 1997 com o Pentium MMX, foi um conjunto de 57 instruções SIMD (Single Instruction Multiple Data) que revolucionou o processamento de dados multimídia em processadores x86. Antes do MMX, tarefas como filtragem de imagens ou mistura de áudio eram processadas sequencialmente, exigindo múltiplos ciclos de clock para operações repetitivas. O MMX permitiu executar uma única instrução em vários dados simultaneamente, usando oito registradores de 64 bits (MM0 a MM7), que eram aliases dos registradores de ponto flutuante (FPU) do processador. Isso evitou a necessidade de hardware adicional, mantendo compatibilidade com sistemas existentes como o Windows 95. Com clocks de 166 a 233 MHz e cache L1 expandido para 32 KB, o Pentium MMX acelerava tarefas multimídia em até 60%, tornando-o ideal para jogos, edição de vídeo e aplicações gráficas.

O MMX trouxe avanços que otimizaram o processamento paralelo de dados inteiros embalados (packed integers), focando em operações comuns em multimídia. O processamento SIMD paralelo permitia que dados fossem “embalados” em registradores de 64 bits como oito bytes (8×8 bits), quatro words (4×16 bits) ou dois doublewords (2×32 bits), com a operação sendo aplicada a todos simultaneamente. Isso reduzia drasticamente o número de ciclos necessários para tarefas como manipulação de pixels ou amostras de áudio, em comparação com loops sequenciais em processadores como o Pentium clássico ou 486.

Para evitar overflows em aplicações multimídia, como ao ajustar o brilho de pixels, o MMX introduziu aritmética saturada onde os resultados são limitados ao valor máximo ou mínimo do tipo de dado. Por exemplo, ao somar dois bytes onde 255 mais 10 resultaria em overflow, o resultado satura em 255 preservando a integridade de dados como cores RGB, ao contrário da aritmética padrão que causa “wrap around” resultando em zero.

As instruções de embalamento e desempacotamento como PACKSSWB (Pack with Signed Saturation Words to Bytes) e PUNPCKLBW (Unpack Low Bytes to Words) facilitavam a conversão de dados entre formatos, como reduzir words de 16 bits para bytes de 8 bits em processamento de áudio, mantendo eficiência. Instruções como PMULHW (Packed Multiply High Words) e PADDB (Packed Add Bytes) permitiam multiplicações e adições em múltiplos elementos embalados, otimizando algoritmos de compressão e filtragem como em codificação de vídeo MPEG. Para comparações e movimentações rápidas, instruções como PCMPEQB (Packed Compare Equal Bytes) criavam máscaras para comparações paralelas úteis em detecção de bordas em imagens, enquanto MOVQ transferia 64 bits entre registradores rapidamente, acelerando fluxos de dados.

Essas inovações eram gerais, projetadas para os pipelines do Pentium, e o uso de registradores compartilhados com a FPU reduzia custos, embora exigisse alternância de contexto entre modos MMX e FPU, limitando a execução simultânea de instruções flutuantes. O MMX acelerava operações em lote mas exigia código otimizado em assembly ou compiladores compatíveis como o Microsoft Visual C++ com suporte MMX. Desenvolvedores de jogos e ferramentas gráficas como Doom 95 ou Paint Shop Pro usavam MMX para melhorar desempenho em PCs com Pentium MMX, conseguindo acelerações significativas em tarefas como decodificação de vídeo MPEG-1 que se tornavam até 60% mais rápidas.

SSE: A Evolução das Extensões Multimídia

O SSE, introduzido em fevereiro de 1999 com o Pentium III, expandiu o conceito do MMX ao adicionar 70 novas instruções focadas em operações de ponto flutuante SIMD, usando oito registradores dedicados de 128 bits (XMM0 a XMM7). Diferente do MMX que operava com inteiros embalados em registradores de 64 bits compartilhados com a FPU, o SSE foi projetado para gráficos 3D, processamento de vídeo e cálculos científicos, atendendo às demandas de softwares mais complexos no final dos anos 1990 como jogos com renderização 3D como Quake III Arena e aplicações de edição de vídeo.

O SSE introduziu registradores XMM separados de 128 bits, permitindo processar quatro números de ponto flutuante de precisão simples (4×32 bits) por instrução, comparado aos dois doublewords (2×32 bits) do MMX. Isso aumentava significativamente o throughput para cálculos intensivos como transformações 3D. Instruções como ADDPS (Add Packed Single-Precision) e MULPS (Multiply Packed Single-Precision) aceleravam cálculos flutuantes cruciais para renderização 3D, física em jogos e codificação de vídeo, superando a limitação do MMX que era restrito a operações com inteiros.

O SSE também trouxe cache prefetching através de instruções como PREFETCH que permitiam carregar dados no cache antes do uso, reduzindo latências em fluxos de dados grandes como streaming de vídeo. Oferecia ainda instruções para gerenciar modos de arredondamento melhorando precisão em cálculos científicos e gráficos. Importante destacar que o SSE mantinha suporte às instruções MMX, mas os registradores XMM eliminavam conflitos com a FPU, permitindo operações simultâneas de ponto flutuante e inteiro.

O SSE foi projetado para aplicações mais avançadas que o MMX. Em renderização 3D, instruções como MOVAPS (Move Aligned Packed Single-Precision) e MULPS aceleravam transformações de vértices em jogos como Half-Life (1998), processando quatro coordenadas (x, y, z, w) por vez. Na codificação de vídeo, o SSE otimizava algoritmos como MPEG-4 em programas como Adobe Premiere, processando blocos de pixels com ADDPS e CMPPS (Compare Packed Single-Precision). No processamento de imagens, filtros como blur no Photoshop usavam SSE para manipular quatro pixels flutuantes simultaneamente, reduzindo tempo de execução.

O MMX era ideal para tarefas inteiras simples como ajustes de pixels em 8 bits mas era limitado por registradores de 64 bits e falta de suporte a ponto flutuante. O SSE, com registradores de 128 bits e foco em ponto flutuante, atendia a aplicações 3D e multimídia avançadas como jogos e streaming. No contexto do Windows 95, o MMX era amplamente usado em jogos como Doom 95 e ferramentas como Paint Shop Pro entre 1997-1998, enquanto o SSE, lançado com o Pentium III em 1999, chegou tarde demais para impactar significativamente o Windows 95, sendo mais relevante para Windows 98 e Windows 2000. Ambos moldaram a computação multimídia, com o SSE evoluindo posteriormente para SSE2, SSE3 e SSE4 em processadores subsequentes, estabelecendo as bases para as extensões SIMD modernas que continuam essenciais em processadores atuais.

Concorrentes do Pentium na Década de 1990

AMD K5 (1996):

AMD K5

  • Vantagens: Arquitetura RISC interna traduzida para x86; desempenho por ciclo até 20% superior em tarefas inteiras; preço mais baixo
  • Desvantagens: Atrasos na produção; clocks limitados (75-133 MHz); maior consumo energético
  • Resultado: Ficou atrás do Pentium MMX

Cyrix 6×86 (1995-1997):

Cyrix 6×86

  • Vantagens: Desempenho por ciclo superior em tarefas inteiras graças à execução fora de ordem; econômico
  • Desvantagens: FPU fraca prejudicava jogos 3D; instabilidades com motherboards Intel; marketing fraco
  • Resultado: Escolha de nicho para usuários de orçamento limitado

AMD K6 (1997):

AMD K6

  • Vantagens: Incorporava instruções MMX; clocks até 300 MHz; compatível com sockets 5/7; excelente custo-benefício
  • Desvantagens: Cache L2 externo em algumas motherboards era mais lento
  • Resultado: Competidor sério do Pentium MMX, especialmente em mercados sensíveis a preço

IBM/Motorola PowerPC 603/604:

IBM PowerPC 603

  • Vantagens: Arquitetura RISC pura; eficiência energética; desempenho superior em multimídia (QuickTime no Mac)
  • Desvantagens: Incompatibilidade com software x86; restrito ao ecossistema Apple; custo elevado
  • Resultado: Dominante em Macs, irrelevante para Windows 95

DirectX e o Pentium: Uma Parceria Perfeita

O DirectX foi otimizado para aproveitar as capacidades específicas do Pentium, criando uma sinergia que transformaria o PC em plataforma de jogos. O DirectDraw, responsável por gráficos 2D e acesso à memória de vídeo, aproveitava o barramento de dados de 64 bits do Pentium para transferências rápidas de VRAM, dobrando a largura de banda comparado aos 32 bits do 486 e permitindo movimentação eficiente de grandes blocos de pixels e texturas. O Direct3D, que gerenciava renderização tridimensional, beneficiava-se da FPU otimizada do Pentium que processava operações de ponto flutuante até cinquenta por cento mais rápido que o 486, acelerando os cálculos intensivos de transformação 3D, rotação de vértices e projeção de perspectiva essenciais para jogos tridimensionais. Com o lançamento do Pentium MMX em 1997, o DirectSound ganhou novo impulso ao usar as instruções MMX para acelerar mixagem de áudio, permitindo processar múltiplos canais de som simultaneamente com efeitos como reverberação e equalização em tempo real.

Por Que o Pentium Venceu?

O Pentium venceu a batalha dos processadores nos anos 1990 por uma combinação de fatores técnicos e estratégicos. A compatibilidade total com software x86 foi fundamental, pois garantia que décadas de programas e aplicações continuassem funcionando sem necessidade de recompilação ou adaptação. O suporte massivo da Intel através de drivers otimizados, documentação técnica abundante e relacionamento próximo com desenvolvedores criou um círculo virtuoso onde fabricantes de software priorizavam otimizações para Pentium. O marketing poderoso da Intel, com o famoso “Intel Inside” e campanhas publicitárias agressivas, transformou o Pentium em sinônimo de processador moderno na mente dos consumidores. A otimização específica para Windows, especialmente o Windows 95, garantia que o sistema operacional dominante da época extraísse o máximo de performance do processador. Por fim, o ecossistema maduro de motherboards e periféricos, com dezenas de fabricantes produzindo hardware compatível a preços competitivos, tornou o Pentium acessível e versátil, enquanto concorrentes como o PowerPC ficavam restritos a plataformas proprietárias caras.

Requisitos do Sistema – O Hardware Necessário e os Limites Práticos

É claro que nem só de processador vive um computador. Outros componentes foram essenciais para o sucesso do Windows 95.

Memória RAM: Barateamento e Expansão. A queda dos preços da memória RAM foi fundamental para a popularização do Windows 95. Em 1990, a RAM custava cerca de US$ 10 por megabyte; em 1995, esse custo havia caído drasticamente para US$ 1 por megabyte, viabilizando finalmente configurações com 4 a 8 MB como padrão em máquinas de consumidor. A queda continuou, e em 1998 era possível encontrar RAM por US$ 0,50 por megabyte ou até menos, tornando configurações de 16 a 32 MB acessíveis.

A tecnologia predominante eram os módulos SIMM de 72 pinos, disponíveis em capacidades de 4 MB, 8 MB e 16 MB. A EDO RAM (Extended Data Out) oferecia entre 10 e 15 por cento mais performance que a FPM tradicional, sendo uma escolha popular para quem buscava melhor desempenho. A partir de 1997, a SDRAM começava a aparecer no mercado, anunciando a próxima geração de memória que seria padrão no final dos anos 1990.

Memória SDRAM

Para o Windows 95, 4 MB representavam o mínimo funcional, mas resultavam em experiência lenta especialmente ao tentar multitarefa. Os 8 MB recomendados permitiam multitarefa suave e eram o ponto ideal de custo-benefício para a maioria dos usuários. Com 16 MB, o sistema se tornava ideal para jogos e aplicações multimídia mais exigentes. Curiosamente, 32 MB eram considerados exagero em 1995, mas já se tornaram padrão em 1998. Acima de 512 MB surgiam bugs no VCACHE (cache de disco do Windows 95).

Discos Rígidos: Capacidade e Custo. A evolução dos discos rígidos acompanhou a necessidade crescente de armazenamento. Em 1990, os HDs custavam aproximadamente US$ 5 por megabyte. Em 1995, com o lançamento do Windows 95, esse custo havia caído para US$ 0,50 por megabyte, tornando um HD de 540 MB acessível por cerca de US$ 270. A tendência de barateamento continuou, e em 1998 era possível adquirir um HD de 4 GB por aproximadamente US$ 400, ou apenas US$ 0,10 por megabyte.

As tecnologias populares da época incluíam a interface IDE/ATA-1 e EIDE/ATA-2 como padrão para consumidores, suportando discos de até 8,4 GB devido à limitação LBA (Logical Block Addressing). O SCSI era reservado para servidores e estações de trabalho profissionais, oferecendo maior velocidade mas a custo significativamente mais alto. Marcas como Seagate, Quantum, Western Digital e Maxtor dominavam o mercado com produtos confiáveis e competitivos.

No Windows 95, o sistema de arquivos FAT16 da versão RTM limitava partições a 2 GB, o que significava que HDs maiores precisavam ser divididos em múltiplas partições lógicas. Com a introdução do FAT32 no OSR2, tornou-se possível criar partições maiores que 2 GB, ideal para os HDs de 4 a 8 GB que começavam a se popularizar. A instalação típica do sistema operacional ocupava entre 50 e 100 MB, o Office 95 consumia outros 50 a 100 MB, e o restante ficava disponível para dados e jogos. Para ilustrar, instalar Windows 95 e Office 95 consumia aproximadamente 100 MB, deixando 440 MB disponíveis em um HD de 540 MB para jogos como Warcraft II (que ocupava cerca de 30 MB) e arquivos pessoais.

Placas de Som: Revolucionando Multimídia. A Creative Sound Blaster 16 estabeleceu-se como o padrão para áudio em PCs durante a era Windows 95. Oferecia áudio de 16 bits, 44,1 kHz, equivalente à qualidade de CD, incluía sintetizador FM baseado no chip OPL3 para reprodução de MIDI, mantinha compatibilidade com a Sound Blaster original de 8 bits e custava entre US$ 100 e 150. No Windows 95, vinha com drivers nativos VXD de 32 bits que ofereciam melhor qualidade e estabilidade que os drivers DOS anteriores.

Placas de Vídeo: Da 2D à Aceleração 3D. A evolução das placas de vídeo durante a era Windows 95 pode ser dividida em duas fases. A primeira fase, dos gráficos 2D entre 1995 e 1996, viu placas como a Cirrus Logic GD5428 dominando o segmento budget com 1 MB de VRAM. A S3 Trio64V+ tornou-se extremamente popular em PCs de fabricantes OEM, embora sofresse com bugs iniciais no Windows 95 que foram posteriormente corrigidos. A Matrox Millennium representava o segmento premium com 2 a 4 MB de VRAM e desempenho excelente para aplicações CAD profissionais.

A segunda fase, marcada pela aceleração 3D entre 1996 e 1998, revolucionou completamente os jogos para PC. A 3dfx Voodoo, lançada em 1996, transformou o mercado ao oferecer aceleração 3D dedicada através de 4 MB de VRAM e suporte tanto à API proprietária Glide quanto ao OpenGL padrão

Com o OSR2.5 em 1997, o Windows 95 ganhou suporte ao AGP (Accelerated Graphics Port), novo barramento que substituía o PCI para placas de vídeo oferecendo o dobro de largura de banda. Placas como a 3dfx Voodoo2 e a NVIDIA RIVA TNT aproveitavam esse barramento para desempenho ainda superior. No Windows 95, o DirectX acelerava tanto gráficos 2D quanto 3D através de acesso direto ao hardware. As resoluções típicas eram 800×600 ou 1024×768 com 256 a 65536 cores, e jogos 3D exigiam placas dedicadas para performance aceitável, tornando a 3dfx Voodoo praticamente obrigatória para entusiastas de jogos.

3dfx Voodoo2

Modems e Conectividade. Os modems dial-up eram a porta de entrada para a internet durante a era Windows 95. Em 1995, modems de 14,4 kbps custavam cerca de US$ 80 mas a navegação era lenta, com páginas web simples levando 30 segundos ou mais para carregar completamente. Em 1996, modems de 28,8 kbps dobravam a velocidade pelo preço de US$ 100 a 120, melhorando significativamente a experiência de navegação. Em 1997, o padrão V.34 estabeleceu 33,6 kbps como velocidade comum, com modems custando entre US$ 80 e 100. Finalmente em 1998, modems de 56k seguindo o padrão V.90 representaram o último grande avanço em tecnologia dial-up, custando entre US$ 60 e 80.

Placa Fax-Modem 56kbps padrão V.92

No Windows 95, o cliente dial-up nativo com suporte a protocolos PPP e SLIP estava integrado ao sistema, eliminando a necessidade de software terceiro como o Trumpet Winsock necessário no Windows 3.1. O TCP/IP também estava integrado, simplificando a configuração de rede. A conexão típica envolvia discar para o provedor (AOL, CompuServe ou provedor local), aguardar o handshake de 15 a 30 segundos enquanto os modems negociavam o protocolo, e então navegar pela web ou acessar email. O som característico do modem durante o handshake tornou-se icônico da era.

Para redes locais, placas Ethernet 10Base-T custavam entre US$ 30 e 50 e estabeleceram-se como padrão para LANs domésticas e de pequenos escritórios. Placas compatíveis com NE2000 atendiam ao mercado budget mas ocasionalmente apresentavam problemas de drivers. A 3Com 3C509 representava o segmento premium com excelente compatibilidade e confiabilidade.

Periféricos USB. O OSR2.1, lançado em agosto de 1997, trouxe suporte inicial a USB (Universal Serial Bus) ao Windows 95, marcando o início de uma revolução em conectividade de periféricos. No entanto, o USB era extremamente raro em 1997, com drivers escassos e poucos dispositivos disponíveis no mercado. Exemplos incluíam teclados como o Microsoft Natural Keyboard USB e alguns mouses Logitech, mas a maioria dos usuários continuava usando dispositivos PS/2 ou serial. O impacto real do USB viria nos anos 2000, servindo o Windows 95 principalmente como base tecnológica para essa futura revolução de periféricos, mas permanecendo pouco relevante para a maioria dos usuários do sistema operacional.

Linguagens de Programação e Ferramentas. O desenvolvimento do Windows 95 em si utilizou principalmente C e C++ para o kernel, com assembly x86 reservado para seções críticas de performance como o VMM (Virtual Machine Manager). Os drivers eram escritos em assembly x86 e C, enquanto a API Win32 foi projetada para uso com C e C++. Para desenvolvedores de aplicações, a Microsoft oferecia o Visual C++ 4.0 e posteriormente 5.0 como ferramentas principais para criação de aplicativos Win32. A Borland oferecia o C++ Builder como alternativa com foco em RAD (Rapid Application Development), permitindo desenvolvimento visual mais rápido.

O Visual Basic 4.0 e 5.0 democratizaram o desenvolvimento ao permitir criação rápida de interfaces gráficas sem necessidade de conhecimento profundo de C++, tornando-se extremamente popular para aplicações de negócios e ferramentas utilitárias.

Visual Basic 5.0. Usei bastante isso…

O Delphi, baseado em Pascal orientado a objetos, ganhou popularidade significativa especialmente na Europa, oferecendo compilação nativa rápida e ferramentas RAD poderosas. Comparado ao Windows 3.1, o Windows 95 era significativamente mais modular com uma API Win32 clara e bem documentada, facilitando o desenvolvimento e reduzindo o tempo de codificação em aproximadamente 20 por cento comparado ao desenvolvimento de aplicações 16 bits, além de resultar em programas mais estáveis e com melhor performance.

Borland Delphi 3.0

O Windows 95 foi projetado para rodar em PCs comuns de 1995, equilibrando inovação com compatibilidade. Vamos detalhar os requisitos, limitações e o contexto do hardware da época.

Requisitos Mínimos e Recomendados
Componente Mínimo Recomendado Notas
CPU 386DX, 20 MHz 486DX, 25 MHz+ 386SX não suportado (bus 16 bits). CPUs >2.1 GHz causam bugs de timing, exigindo patches como CPUFIX.
RAM 4 MB 8 MB+ 4 MB é lento; 8 MB permite multitarefa suave. Máximo prático: 480 MB (erros VCACHE acima de 512 MB).
Disco 50-55 MB 100 MB+ FAT16 limita partições a 2 GB; FAT32 (OSR2) suporta >2 GB. Instalação em HDs pequenos exige compressão (DriveSpace).
Vídeo VGA (640×480, 16 cores) SVGA (800×600, 256 cores)+ Placas não VESA (ex.: Trident 8900) precisam de drivers específicos.
Outros Drive de disquete 3.5″ ou CD-ROM Mouse, CD-ROM CD-ROM 2x comum; mouse essencial para GUI.

Contexto e Limitações

Em 1995, um PC típico custava US$ 1.500-2.000: um Compaq Presario com 486DX2/66 MHz, 8 MB de RAM, HD de 540 MB e placa de vídeo Cirrus Logic. O Windows 95 rodava nesses sistemas, mas 4 MB de RAM era limitante – abrir o Word e o Explorer simultaneamente causava swapping para o disco, reduzindo performance em 30-40%. Comparado ao Windows 3.1 (1 MB mínimo), o 95 era exigente, mas viável em máquinas de médio porte.

Limitações práticas:

  • Memória: Acima de 512 MB, o VCACHE (cache de disco) consome RAM excessiva, causando erros. Usuários avançados editavam SYSTEM.INI ([vcache] MaxFileCache=512000) para contornar.
  • CPUs Rápidas: Processadores modernos (>2.1 GHz) causavam falhas em timers, afetando jogos e boot. Patches de terceiros corrigiam.
  • Hardware Legado: Placas ISA antigas (ex.: modems de 9600 baud) exigiam configuração manual, frustrando o PnP.
  • Multiprocessamento: Não suportado; o 95 é single-core, ao contrário do NT.
Um Fenômeno Cultural e Técnico

O lançamento do Windows 95 foi um evento sem precedentes, comparável à estreia de um blockbuster de Hollywood. Em 24 de agosto de 1995, lojas em todo o mundo abriram à meia-noite, com filas de consumidores ansiosos – algo raro para software.

Números e Impacto

  • Vendas: 1 milhão de cópias em 4 dias; 7 milhões em 5 semanas; 40 milhões no primeiro ano. Em 1998, o 95 tinha 57,4% do mercado de SOs, superando o Windows 3.x e o Mac OS.
Vendas acumuladas do Windows 95, Windows 3.11 e MacOS System 7.5, desde o laçamento até o lançamento de nova versão. O gráfico está em milhares de vendas x dias desde o lançamento.
  • Elogios: Revistas como PC WorldInfoWorld louvaram a interface intuitiva, o menu Iniciar e o Plug and Play. A PC Magazine destacou a multitarefa preemptiva como um “salto quântico” para produtividade.
  • Críticas: Instabilidades eram comuns – programas 16 bits causavam telas azuis, e o PnP falhava com hardware antigo. A rede era lenta em LANs complexas, e a dependência do DOS frustrava puristas que esperavam um OS “puro”. Um review da Byte(1995) notou que o 95 era “um passo adiante, mas com tropeços”.
Blue Screen of Death 🙁
  • Impacto Cultural: O 95 tornou o PC um eletrodoméstico. Famílias compravam PCs para crianças jogarem Minesweeper ou acessarem a internet via AOL. Escolas adotaram o 95 para ensinar Word e Excel, e o termo “Windows” tornou-se sinônimo de computação.
Versões – A Evolução Através de Atualizações e Patches

O Windows 95 não foi estático; evoluiu por meio de versões e atualizações que corrigiam bugs, adicionavam suporte a hardware e integravam a internet. Vamos detalhar cada release, explicando mudanças, impacto e contexto.

RTM (4.00.950, agosto 1995): Versão inicial, com MS-DOS 7.0 integrado. Suportava FAT16, nomes longos via VFAT, e incluía programas como PaintNotepad e Minesweeper. Não tinha suporte nativo a USB ou FAT32, e o Internet Explorer era opcional via Microsoft Plus!. Instalação exigia 13 disquetes (1.44 MB) ou CD-ROM, ocupando 50-55 MB. Bugs iniciais: drivers de vídeo para placas S3 causavam crashes, e modems genéricos falhavam em dial-up.

Versões RTM são versões finais liberadas para os fabricantes e são, em geral, as mesmas vendidas para os clientes (Full Retail), porém essa última vinha em caixas com manuais e tinha uma licença, enquanto aquela geralmente vinha sem caixa, pré-instalada no computador e com a licença vinculada ao hardware, não ao cliente.

Inicialmente era possível adquirir a versão de lançamento para upgrade ou para instalação limpa:

As versões para computadores SEM Windows, vinham com um disco de boot (baixe ele aqui) que continha o HIMEM.SYS, o EMM386 e o driver de CD-ROM (caso houvesse). A paritr daí seriam solicitados os disquetes ou o CD (o CD do Windows 95 NÃO era autoexecutável, por isso o disquete de boot era necessário).

Para quem fosse instalar a partir do Windows 3.1 ou DOS não havia necessidade do disco de boot, uma vez que o sistema já continha todas as informações para instalação.

Service Pack 1 (SP1, 4.00.950a, fevereiro 1996): Correções de estabilidade, como leaks de memória no GDI e falhas no PnP. Incluía IE 2.0, permitindo navegação básica (ex.: acessar yahoo.com em 10-20 segundos). Para OEMs, a versão OSR1 era idêntica, usada em novos PCs.

OSR2 (4.00.950B, agosto 1996): Grande salto, exclusivo para OEMs (não vendido em caixas). Introduziu FAT32, permitindo partições maiores que 2 GB – ideal para HDs de 4 GB. Incluía IE 3.0 (com suporte inicial a JavaScript), DirectX 2.0a e melhorias no gerenciamento de RAM.

OSR2.1 (4.03.1212, agosto 1997): Adicionou suporte inicial a USB, permitindo conectar teclados e mouses USB (raro em 1997). Incluía atualizações menores para DirectX e drivers de rede, melhorando estabilidade em LANs.

OSR2.5 (4.00.950C, novembro 1997): Última grande revisão, com IE 4.0 integrado (introduzindo Active Desktop e Quick Launch), DirectX 5.0 (suporte a jogos 3D avançados) e suporte a AGP para placas como a 3dfx Voodoo. Patches não oficiais, como o “Unofficial SP”, adicionavam correções de comunidade até 2001. Esta é a melhor versão do Windows 95 para você instalar em uma VM, na minha opinião, pois tem todos os bugs conhecidos resolvidos. Você pode baixar aqui (em português) ou aqui (em inglês).

Suporte e Atualizações

O suporte mainstream terminou em 2000; estendido até 31 de dezembro de 2001. Patches continuaram disponíveis via comunidades (ex.: WinWorldPC), permitindo rodar o 95 em emuladores como PCem até hoje. Cada versão resolveu dores específicas – SP1 corrigiu telas azuis, OSR2 trouxe FAT32 para HDs modernos, e OSR2.5 abraçou a internet com IE 4.0. 

Uma outra coisa interessante que o Windows 95 lançou foi a versão “PLUS” (na verdade Microsoft Plus! for Windows 95). Era um pacote de expansão oficial da Microsoft com recursos extras, ferramentas e personalizações. Foi lançado no mesmo dia do Windows 95 custando US$ 49,99, em CD ou disquetes. Incluia o famos jogos 3D Pinball Space Cadet, Internet Jumpstart Kit (com o IE 1.0), alguns temas, fontes e wallpapers. Aqui você pode baixar o Windows 95 OSR2.5 com o Microsoft Plus!

O suporte geral ao Windows 95 foi até 31/12/2000 e o extendido até 31/12/2001, quando os patches críticos cessaram. A Microsoft incentivava o upgrade para versões mais novas como Windows 98/ME ou Windows 2000/XP para quem necessitava da estabilidade NT. Os fabricantes pararam de fornecer novos drivers e o suporte a novos hardwares cessou. Ainda assim vários sistemas críticos mantiveram o Windows 95 até os anos 2000. Relatos contam que o último sistema crítico documentado usando o Windows 95 foi o PENTÁGONO, em 2017!

Legado – Como o Windows 95 Moldou o Futuro da Computação

O Windows 95 foi um marco que ecoa até nos sistemas operacionais modernos. Seus elementos centrais – menu Iniciar, barra de tarefas, Windows Explorer – são pilares do Windows até hoje (o Windows 11 ainda usa variações).

Interface e Usabilidade. O menu Iniciar tornou-se um padrão global. Sistemas Linux como KDE e XFCE adotaram barras e menus inspirados no 95, enquanto o macOS incorporou ideias como dock (Quick Launch). O Explorer, com sua navegação por pastas, influenciou gerenciadores como Nautilus (Linux) e Finder (Mac). Abrir “Meu Computador” e navegar para C:\WINDOWS com dois cliques tornou-se tão natural que persiste em 2025.

Multimídia e Jogos. DirectX transformou o PC em uma plataforma de jogos rival do PlayStation. Hoje, o DirectX 12 é um descendente direto. O 95 também popularizou multimídia doméstica: CDs com vídeos AVI e músicas WAV tornaram o PC um centro de entretenimento.

Internet e Conectividade. A integração do MSN e IE (tá, eu sei, o pessoal usava mais o Netscape no começo) abriu a internet para milhões. Em 1995, apenas 10% dos lares americanos tinham internet; em 1998, com o 95, esse número subiu para 40%. O suporte a TCP/IP e dial-up permitiu navegar em sites rudimentares, como o da NASA, ou usar e-mail via Outlook Express. Isso acelerou a adoção da web, influenciando o boom da bolha ponto-com.

Hardware e Padrões. O Plug and Play padronizou a configuração de hardware, levando à adoção de PCI e, mais tarde, USB. O Windows 95 incentivou fabricantes a criar drivers compatíveis, consolidando o ecossistema PC.

Utilização das versões do Windows (em %) por ano
Vendas acumuladas de versões do Windows (em milhões de unidades vendidas)

O Windows 95 foi tão importante para a Microsoft que até a adoção do Windows 98 patinou nos primeiros anos.

Concorrentes da Época — As Batalhas pelo Mercado de Sistemas Operacionais

Na década de 1990, o mercado de sistemas operacionais era um verdadeiro campo de batalha onde o Windows 95 enfrentou rivais sérios, cada um com propostas distintas que desafiavam a visão da Microsoft de computação acessível para as massas.

OS/2 Warp: A Ameaça Técnica da IBM

O OS/2 Warp nasceu de uma história conturbada entre IBM e Microsoft. Já comentei sobre isso em outros posts no blog (veja aqui). Originalmente concebido como parceria entre as duas gigantes para criar o sucessor do DOS, o projeto foi abandonado pela Microsoft em 1990 quando Bill Gates decidiu focar no Windows. A IBM continuou sozinha, lançando o OS/2 2.0 em 1992 e o Warp 3.0 em 1994, justamente quando a Microsoft finalizava o Windows 95.

OS/2 Warp 3.0

Tecnicamente, o OS/2 Warp 3.0 era superior em vários aspectos fundamentais. Era um sistema operacional genuinamente 32 bits com multitarefa preemptiva verdadeira para todos os aplicativos, tanto de 16 quanto de 32 bits, algo que o Windows 95 só conseguia oferecer parcialmente. Sua estabilidade era notavelmente superior, pois crashes isolados de aplicativos não derrubavam o sistema inteiro, diferente do Windows 95 onde programas 16 bits mal-comportados podiam causar a temida tela azul da morte. A interface Workplace Shell era avançada para a época, oferecendo objetos arrastáveis e um desktop sofisticado que ia além do que o Windows 95 propunha. O Win-OS/2 permitia rodar aplicativos Windows 3.1 via emulação, e a pilha de rede TCP/IP era madura e confiável, tornando-o ideal para ambientes corporativos.

Um teste da InfoWorld publicado em 1995 demonstrou essa superioridade técnica de forma dramática: o OS/2 Warp conseguiu rodar dez aplicativos simultaneamente sem travar, enquanto o Windows 95 falhou ao tentar executar apenas cinco aplicativos de 16 bits. Em um Pentium 90 MHz com 16 MB de RAM, o Warp era notavelmente mais estável e responsivo, características que atraíam bancos (até 2009, o Banco do Brasil usava o OS/2 nos caixas eletrônicos), seguradoras e outras instituições corporativas que valorizavam confiabilidade acima de tudo. A IBM tinha credibilidade institucional construída ao longo de décadas, o que ajudava a conquistar esse mercado corporativo conservador.

Porém, o OS/2 Warp tinha fraquezas críticas que impediram sua adoção em massa. A Workplace Shell, apesar de poderosa, era complexa demais para iniciantes, com uma curva de aprendizado íngreme que afastava usuários domésticos.

Uma tela de configuração pouco amigável!

A compatibilidade com jogos DOS era problemática, rodando mal ou simplesmente não funcionando, o que eliminava o apelo para consumidores que queriam entretenimento. Drivers de hardware eram escassos comparados ao Windows, pois fabricantes priorizavam o desenvolvimento para a plataforma Microsoft que tinha maior base instalada. O marketing da IBM foi fraco, investindo menos de US$ 100 milhões contra o bilhão de dólares da campanha do Windows 95. Até o preço trabalhava contra o Warp: US$ 139 comparado aos US$ 89 do upgrade do Windows 95, sem contar que o Windows vinha pré-instalado em praticamente todos os PCs novos através de acordos OEM.

O resultado foi vendas modestas de aproximadamente 10 milhões de cópias até 1998, confinadas principalmente ao nicho corporativo. A IBM descontinuou oficialmente o OS/2 em 2001, embora comunidades de entusiastas tenham mantido o sistema vivo até 2006. O Windows 95 venceu não por ser tecnicamente superior, mas por combinar compatibilidade ampla com PCs baratos, marketing massivo e facilidade de uso para o consumidor comum.

Mac OS: A Elegância que Não Bastou

O Mac OS representava a antítese do Windows 95 em filosofia: onde a Microsoft buscava compatibilidade universal com hardware variado, a Apple oferecia integração perfeita entre hardware e software proprietários (e essa política vale até hoje!). O System 7.5, lançado em 1994, e o Mac OS 8, de 1997, ofereciam interface polida e intuitiva com o Finder que muitos consideravam superior ao Windows Explorer. Focados em design gráfico, multimídia e educação, esses sistemas rodavam em Macs equipados com processadores PowerPC da Motorola, como os modelos 603 e 604, que ofereciam arquitetura RISC eficiente e poderosa.

Você pode experimentar essas versões no site Infinite Mac</a>!

 

ight=”480″ /> System 7.6.1
ight=”480″ /> System 8.0

As vantagens do Mac OS eram inegáveis em seu nicho. A interface era mais intuitiva e visualmente polida que o Windows 95, com atenção aos detalhes e consistência que a Microsoft levaria anos para alcançar. A integração hardware-software era otimizada pela Apple, resultando em sistema estável mesmo em configurações com apenas 16 MB de RAM. O QuickTime era vastamente superior ao Media Player do Windows para reprodução e edição de vídeo, estabelecendo-se como padrão na indústria criativa. Aplicações profissionais como Adobe Photoshop rodavam aproximadamente 30% mais rápido em um Power Mac comparado a um PC 486 equivalente, vantagem crucial para designers e profissionais criativos. Softwares como Final Cut, Logic Pro e QuarkXPress eram exclusivos do Mac ou significativamente superiores no Mac.

Essa superioridade em aplicações criativas representava ameaça real ao Windows 95 em setores específicos. O Mac dominava design gráfico, publicação desktop e edição de vídeo profissional. Escolas e universidades tinham Macs instalados há décadas, criando gerações de usuários fiéis à plataforma. A fidelidade dos usuários criativos era tão forte que muitos se recusavam a considerar Windows, não importando o custo. A Apple até processou a Microsoft em 1988 alegando que o Windows plagiava a interface do Mac, embora tenha perdido o caso em 1994.

Mas o Mac OS enfrentava barreiras intransponíveis para competir com o Windows 95 no mercado de massa. O preço era proibitivo: Macs custavam US$ 2.500 ou mais, comparado a US$ 1.000 até 1.500 para PCs equivalentes, colocando-os fora do alcance da maioria das famílias. O hardware era proprietário, tornando impossível montar um Mac clone legalmente ou fazer upgrades graduais como em PCs. A biblioteca de software era limitada comparada ao Windows, especialmente em jogos. Arquivos e documentos não transferiam facilmente entre Mac e PC, criando ilhas de incompatibilidade. O market share do Mac ficava entre 5 e 7% no período 1995-1998, insuficiente para atrair desenvolvedores de software em massa.

Market Share de desktops entre 1994-98, por versão de Windows e MacOS (em %)

A Apple quase faliu em 1997, só sendo salva pelo retorno de Steve Jobs que reestruturou completamente a empresa. O Mac OS X lançado em 2001 mudou tudo para a Apple, mas naquele ponto o Windows já dominava absolutamente o mercado. O Windows 95 venceu através de custo acessível, ecossistema vasto de hardware e software, e penetração massiva no mercado consumidor e corporativo que o Mac simplesmente não conseguia alcançar.

DR-DOS: O Clone Bloqueado

O DR-DOS representava ameaça diferente, mais sutil, mas potencialmente devastadora para a Microsoft. Criado pela Digital Research e posteriormente adquirido pela Novell em 1991, era um clone do MS-DOS com recursos avançados como compressão de disco através do Stacker, que dobrava efetivamente o espaço disponível, e multitarefa básica via TaskMAX que permitia rodar múltiplos aplicativos DOS simultaneamente. Era leve, rodando confortavelmente em apenas 2 MB de RAM, e oferecia compatibilidade de 99% com programas DOS. Crucialmente, custava menos que o MS-DOS, atraindo usuários com orçamento limitado. Resumindo, era um DOS melhor que o próprio DOS!

A ameaça ao Windows 95 vinha do fato de que o Windows 3.1 rodava perfeitamente sobre o DR-DOS, permitindo que usuários economizassem dinheiro comprando o DR-DOS em vez do MS-DOS como base. Pequenas empresas particularmente preferiam essa alternativa econômica, e havia risco real de fragmentação do mercado DOS/Windows se o DR-DOS ganhasse tração significativa.

A Microsoft respondeu de forma agressiva e questionável do ponto de vista ético. O Windows 95 foi projetado para exibir mensagens de erro falsas ao detectar DR-DOS, alertando sobre supostas incompatibilidades que não existiam, assustando usuários e fazendo-os evitar a combinação. A integração profunda entre MS-DOS 7.0 e Windows 95 dificultava tecnicamente o uso de sistemas operacionais DOS alternativos, criando barreiras artificiais. Essas táticas levaram a processos antitruste: a Caldera, que havia comprado os direitos do DR-DOS, processou a Microsoft, resultando em acordo extrajudicial em 2000 por valor não divulgado, provando as táticas anticompetitivas empregadas.

O resultado foi o desaparecimento do DR-DOS do mercado consumidor, embora sobreviva até hoje em nichos de sistemas embarcados. O episódio contribuiu significativamente para os processos antitruste contra a Microsoft nos anos 1990 e 2000, manchando a reputação da empresa. O Windows 95 venceu o DR-DOS não através de superioridade técnica, mas por bloqueio ativo e integração forçada que tornava praticamente impossível usar alternativas.

Por Que o Windows 95 Venceu a Batalha

O Windows 95 emergiu vitorioso dessa guerra de sistemas operacionais através de combinação estratégica de fatores que seus concorrentes não conseguiam igualar simultaneamente. A compatibilidade era imbatível: rodava aproximadamente 90% dos programas DOS e Windows 3.x existentes, além de oferecer plataforma para novos aplicativos Win32 como o Office 95 e jogos DirectX. Essa compatibilidade reversa garantia que investimentos anteriores em software não fossem perdidos, reduzindo drasticamente a barreira de entrada. O OS/2, por contraste, dependia de emulação para rodar software Windows, resultando em performance inferior e incompatibilidades ocasionais.

O custo era fator decisivo para o consumidor de massa. PCs completos com Windows 95 custavam entre US$ 1.000 e 1.500, enquanto Macs começavam em US$ 2.500 ou mais. As licenças OEM para fabricantes custavam apenas US$ 50 a 70, permitindo que o Windows viesse pré-instalado em praticamente todos os PCs novos sem aumentar significativamente o preço final. Essa estratégia de penetração de mercado era impossível para concorrentes como Apple e IBM replicarem.

O marketing da Microsoft foi avassalador, investindo US$ 1 bilhão em campanhas globais comparado aos orçamentos modestos de IBM e Apple que mal passavam de US$ 100 milhões. A presença midiática era onipresente, com comerciais em horário nobre, parcerias com Rolling Stones, eventos espetaculares e cobertura jornalística massiva. Isso criou campanhas virais antes mesmo da era viral existir, transformando o lançamento do Windows 95 em evento cultural, não apenas técnico.

A usabilidade acessível era fundamental para conquistar usuários não-técnicos. O menu Iniciar era mais intuitivo que o Workplace Shell do OS/2, oferecendo ponto de entrada óbvio e organizado. Os wizards de configuração guiavam usuários passo a passo através de tarefas complexas como instalação de hardware e configuração de rede. A curva de aprendizado era suave, permitindo que até crianças e idosos começassem a usar PCs com mínima frustração.

O ecossistema era vantagem insuperável: milhares de fabricantes produzindo PCs compatíveis, drivers abundantes para praticamente qualquer hardware, e biblioteca de software diversificada cobrindo jogos, produtividade, multimídia e nichos especializados. Desenvolvedores priorizavam Windows porque era onde estava o mercado, criando ciclo virtuoso que reforçava o domínio da Microsoft.

Finalmente, o timing foi perfeito. O Windows 95 foi lançado no momento exato em que a internet estava emergindo para o público geral, PCs estavam barateando rapidamente tornando-se acessíveis para classe média, e o Pentium estava popularizando processadores potentes. O Windows 95 unificou uma experiência que antes era fragmentada entre DOS, Windows 3.1, aplicativos diversos e configurações complexas, oferecendo pela primeira vez plataforma coesa e relativamente simples.

O Windows 95 não venceu por ser tecnicamente superior em todos os aspectos. O OS/2 era mais estável, o Mac OS tinha interface mais polida, e o DR-DOS era mais eficiente em recursos. Mas a Microsoft entendeu que vencer no mercado de massa requeria equilibrar inovação técnica com compatibilidade ampla, custo acessível, usabilidade para não-especialistas e marketing massivo. Ao executar essa estratégia perfeitamente, a Microsoft não apenas dominou o mercado de sistemas operacionais dos anos 1990, mas estabeleceu uma posição que manteria por décadas, consolidando o Windows como sinônimo de computação pessoal para gerações futuras.

Bom, agora que já contamos toda essa história sobre o Windows 95, vamos por as mãos na massa e instalá-lo!

Instalando o Windows 95 OSR 2.5 no VirtualBox

Como citei mais cedo, vou de cara com a última versão do Windows 95: a OSR 2.5 com o pacote Microsoft Plus! para Windows 95. Você pode baixar aqui no WinWorld. Na minha opinião, é a versão com menos bugs e a com mais recursos, é a opção lógica!

Aqui já tem uma vantagem em relação aos sistemas anteriores em que era preciso ter um MS-DOS instalado: no Windows 95, você pode colocar o disco de boot e instalar a partir do CD (ou disquetes) e pronto! Vou usar o Virtual Box, como nas instalações anteriores e depois mandar para o Proxmox. Vou usar aqui 64MB de RAM e 1GB de HD. Para o Windows 95 com o Plus!, Office e Netscape, acho que está mais que suficiente! Não mudei as configurações básicas da VM. Depois de instalar, vou ver o que está funcionando e o que terei que ajustar (rede, som, gráficos, etc).

MAS (sempre tem um mas…) já sabemos que o QEMU, do Proxmox, não tem opção de disquete (floppy drive). E como o Windows 95 ainda precisa de disquete para dar o boot de instalação, ainda teremos que fazer a instalação no VB para depois mandar para o Proxmox.

Vamos lá. Depois de colocar o disco de boot e o CD, basta começar a VM:

Escolhi a opção 1 mesmo

Para lembrar, a ordem de boot nesses computadores era: disquete > CD > HD. Como nossa VM tem um CD IDE pré-configurado, vou de opção 1.

Pronto! Agora temos CD funcionando mas HD não formatado! Vamos formatar o HD!

Agora a gente tem que particionar o HD usando o “FDISK” e depois formatá-lo com o “FORMAT”.

No particionamento, vamos ativar o suporte a disco maior que 2GB, depois criamos uma partição DOS (ou drive DOS lógico – opção 1), informamos que esta partição é primária (opção 1), que usaremos o espaço todo do disco e que essa partição será ativa (Y). Ao final, temos que reiniciar a VM.

Quando a VM for reinicializada, teremos novamente que escolher suporte ao CD teremos um HD não formatado e indisponível.

Agora daremos o seguinte comando no DOS:

A:\>format c: /s /u

O “/s” forma o HD (disco C:) bootável e o “/u” faz uma formatação independente da condição, acelerando o processo mas sem inviabilizar o comando “unformat” – que é irrelevante para o nosso caso concreto). Depois instalaremos o Windows 95.

Agora temos um disco formatado e sem nada instalado, apenas o suporte ao HD.

Na época, a gente copiava o conteúdo do CD para o HD para acelerar a instalação (irrelevante em VM, hoje em dia). Além disso, o Windows vai pedir alguns arquivos que não serão encontrados no CD mas que estão aqui nesta pasta que criaremos (vai entender…). Basta apenas digitar isso, estando no “C:”:

C:\> md win95

C:\> cd win95

C:\WIN95> copy d:win95

Para começar a instalação, vá para D: (ou onde está o seu CD) e simplesmente dê:

D:\setup

Pronto. Agora não tem muito mistério daqui pra frente. É basicamente o famoso Next, Next e pronto!

Achar o serial do Windows 95 na internet é bem tranquilo

Eu optei por instalar todos os componentes pois espaço não falta!

Aqui já vamos começar a fazer uma mudança. Reparem que o protocolo TCP/IP não é carregado de rotina. Assim clique em “Add” -> “Protocol” -> “Microsoft” -> “TCP/IP”:

Adicionado o protocolo TCP/IP, teremos internet ao final da instalaçào! Os protocolos IPS/SPX e NetBEUI, apesar de serem suportados na época, podem ser apagados se desejarem. O mesmo para o adaptador para discagem (Dial-up Adapter).

Se tudo estiver correto, siga em frente!

Agora tire o disquete de inicialização do drive e o sistema irá reinicializar!

Pois é, esse erro é recorrente em instalação do Windows 95 em VM. Reiniciei o computador e escolhi “Safe mode” (escolher o modo “Normal” vai dar o mesmo erro, então vá direto em modo de segurança!). Vou falar desse erro um pouco mais abaixo.

Dá esse erro agora. É só esperar o carregamento e ir em “Start” -> “Shutdown” -> “Restart the computer?”. E pronto!

Agora vai reiniciar e aparece essa tela aqui. Eu deixei a senha em branco mesmo.

Agora o Windows vai terminar as cópias de arquivos. Lembra que copiamos os arquivos do CD para uma pasta no HD? É por causa disso aqui!

Nessa hora aí, repare que o Windows NÃO deixa você escolher o caminho para copiar; simplesmente clique no endereço até ficar azul, igual à foto, e digite “c:\win95”, o caminho para onde copiamos os arquivos do CD…).

Claro, se você instalar usando diquete, provavelmente não terá esse problema!

Agora ele consegue copiar tudo!

Aqui vai dar erro novamente. O Windows tentará configurar seu Fax e Correio eletrônico. Simplesmente dê um Cancel para seguir em frente. Outra opção é não escolher FAX nem MAIL, como dito lá atrás.

Pronto. A partir de agora só dá esse erro novamente:

Os fóruns especializados apontam alguns motivos pra isso: RAM maior que 256MB, virtualização aninhada ativada, dentre outras coisas. Mas parece que a principal causa (ou pelo a mais comum) é um problema bem conhecido da velocidade do CPU do hypervisor, especificamente CPU da Intel com clock acima de 2,1 GHz (o meu, no caso, é um 3,2 GHz…) ou AMD acima de 350 MHz, que causa o travamento do driver de rede (NDIS) no boot. A Microsoft havia liberado um patch pra isso que deveria rodar dentro do Windows 95… Por sorte, um usuário tornou esse patch disponível em um CD bootável (leia aqui)! Assim, baixe a imagem da ISO aqui e reinicie a VM com essa ISO. Se a sua escolha do Windows tiver sido pela versão “A” (Retail ou OSR 1) ou “C” ( OSR 2.5), o problema deve ser resolvido só com isso. Se você escolheu o Windows 95 “B” (OSR 2 e provavelmente o OSR 2.1, igual ao OSR 2 só que com suporte a USB), será necessário rodar o programa VMM2XUPD.EXE que está no CD para atualizar o VMM.VXD. Segundo consta, o mesmo problema pode ocorrer com o Windows 98. Veremos isso quando realizarmos a instalação dele em um post mais para frente.

Bom, coloque o CD na VM e vá em frente:

Depois disso, a instalação retornou normalmente, partindo da instalação do suporte a rede. O Windows bootou perguntando se eu queria entrar em Safe Mode ou modo Normal. Fui em modo normal mesmo:

É o mesmo problema de antes. Basta apontar para a pasta no “C:”

Esse aqui é o problema que consertamos agora a pouco. Simplesmente clique “YES” para manter o arquivo mais novo (atualizado).

Optei por não instalar a impressora

Pronto! 

Bootou normal agora! Som funcionando! Agora vamos instalar o pacote Microsoft Plus! for Windows 95 que está na pasta “plus” dentro do CD de instalação do Windows que utilizamos.

É o mesmo serial do Windows

Depois que tudo estivert pronto, a gente dá olhada em algum desses temas

Repare que a tela de inicialização do Windows agora já aparece com o “Plus!”

Para usar internet e conectar na rede, precisamos instalar o TCP/IP: vá em Start -> Settings -> Control Panel -> Network  e veja se você tem o TCP/IP instalado. Se não estiver instalado, clique em Add -> Protocol -> Add -> Microsoft -> TCP/IP.

A imagem está um pouco maior porque mudei a resolução de 640×480 para 800×600

É só direcionar para a pasta com arquivos de instalação do Windows 95 no C: (c:\win95) e mandar instalar a partir de lá. Depois, os outros protocolos como IPS/SPX e NetBEUI, além do adaptador para discagem (Dial-up Adapter) podem ser apagados. Para saber se deu certo, basta rodar o winipcfg, a versão do ipconfig do Windows 95. Para isso, vá em Start -> Run -> winipcfg e, se você vir isso aqui, deu certo!

Bom, para mim o Windows já instalou essa placa aí, a AMD Am2100/PCNET-ISA. É exatamente essa aí que precisamos. Caso não tenha aparecido para você, vá em Control Panel -> Network -> Add -> Adapter -> Add e adicione, da lista de fabricantes, Advanced Micro Devices (AMD) e o modelo AMD PCNET Family Ethernet Adapter (PCI&ISA). Novamente, procure os arquivos de instalação no CD do Windows ou no c:\win95.

Para entrar na internet é fácil: o IE entra utilizando o atalho “The Internet” do desktop. Obviamente que a navegação é muito limitada, mas funciona em sites com “http” apenas.

Agora vamos aumentar a resolução da tela do Windows 95. A coisa mais simples é clicar com o botão direito na tela e escolher Properties -> Settings e escolher a tela de 640×480 para 800×600. Para melhorar as cores ou aumentar ainda mais a tela, temos duas opções, uma vez que o Gest Additions do Virtual Box não funciona para o Windows 95. 

A primeira é como é mostrei lá em 2023 (aqui), usando um programa chamado SciTech Display Doctor. Outra forma é usando um driver para o display universal VESA/VBE (esse aqui). Um usuário colocou isso em um ISO para ficar mais fácil para instalar. Baixe aqui. Eu tentei usar esse aqui mas não consegui instalar. Preferi a primeira forma mesmo.

Para instalar usando o SciTech Display Doctor, aumente a memória de vídeo da VM para 128MB, deixe a controladora como VBoxVGA e desabilite a aceleração 3D. Agora instale o programa (baixe ele aqui, do GitHub). Depois de descompactar e obter o ISO, abra ele na VM e execute direto do CD. É só ir dando NEXT e AGREE e escolher a opção de instalação expressa. Vai reiniciar a VM e a instalação estará parcialmente completa e o ícone do programa estará no desktop. Para terminar a instalação, clique na tela com o botão direito, vá em Properties -> Settings -> Advanced Properties e, na aba que se abrirá, em Adapter -> Change e procure o adaptador SciTech Software.

Quando você clicar em ok, ele vai pedir o caminho do drive. Ele estará em c:\Program Files\SciTech Display Doctor\disk\sdd9x.inf . Confirme e reinicie a VM. É comum que a VM fique travada com a mensagem “Windows is now restarting…”. Se ficar travada mesmo, reinicie no console da VM.

A única coisa chata desse programa é que ele vai sempre abrir toda vez que reiniciar o Windows. Para resolver isso (uma vez que se você desinstalar, vai perder todas as configurações), fui à pasta C:\Program Files\SciTech Display Doctor e renomeei o nome do programa de “sdd.exe” para “sdd2.exe”. Só isso!

De cara você vai perceber que as cores estão mais vivas! Até os ícones estão um pouco diferentes. Veja como fica com 1024×768:

Alguns screensavers eram tão legais que a gente ficava olhando para ver o que aconteceria.

Mystery
Jhonny Castway
Netscape 4.6

Antes de passarmos para a instalação no Proxmox, algumas outras opcões para rodar o Windows 95:

  1. Diretamente no navegador: é uma opção muito simples, ainda que seja a a versão RTM em um emulador 386 com 4MB de RAM. Clique aqui para testar.
  2. Como um aplicativo: tanto para Windows, Mac ou Linux, você pode rodar essa versão escrita em JavaScript. Segundo o autor, até DOOM roda tranquilamente! Clique aqui para baixar diretamente do GitHub do autor!

Existe ainda mais dois conceitos: a versão Windows 95 Mobile, onde um youtuber fez um vídeo imaginando como seria um celular rodando Windows 95 como SO base (D’us me livre e me guarde!) e uma “versão 2018” do Windows 95.

Agora vamos fazer o Windows 95 funcionar no Proxmox!

Para poucar você, caro leitor, já aviso que aquele macete de mandar o HD da VM no VirtualBox para a VM do Proxmox não funciona aqui. E provavelmente não vai funcionar no Windows 98 e ME também! 🙁 O Windows 9.x, ao acrescentar Plug & Play torna a identificação de hardware virtualmente impossível no Proxmox. É pau seguindo de pau. As tentativas inevitalmente resultam nesta tela aqui:

Ok, já esperava que não seria fácil. Assim, resolvi instalar do zero. Troquei do padrão (pc-i440fx-9.2+pve1) para uma mais antiga (pc-i440fx-2.11) e também alterei o processador para o Pentium. Outra coisa recomendada é trocar o HD de SCSI para IDE (e já estava em IDE mesmo, estava em ide0) e colocar cache do HD em Write Back (para melhorar um pouco a performance).

Temos que lembrar que o CD de instalação do Windows 95 NÃO é bootável e o Proxmox não tem suporte a floppy drive. Portanto, resta procurar um CD de instalação com boot (achei esse aqui no Internet Archive) OU criar um ISO bootável OU fuçar no QEMU Args e tentar adicionar o floppy drive OU usar o FreeDOS.

Tentei fazer o CD bootável e não consegui (não bootava de modo algum), tentei o CD baixado e também não bootava e entrar no QEMU Args é algo que nem vou perder tempo tentando pra uma VM que provavelmente não vou mais usar. Assim, para resumir, optei pelo FreeDOS.

Para isso, primeiro baixe o FreeDOS aqui (no momento, é a versão 1.4 Live CD). A ISO do Windows é a mesma que já usamos antes. Depois crie a VM no Proxmox:

Certifique-se que o CD com o FreeDOS será o primeiro a bootar. Deixei a máquina como pc-i440fx-2.11 (mais antiga mas mais compatível) com 128MB de RAM e apenas um processador. Também deixei a placa de rede da Realtek (RTL8139, em bridge). Também desativei o suporte ACPI e o KVM Hardware Virtualization.

Iniciando a VM, vamos instalar o FreeDOS no HD e depois instalar o Windows de lá. Assim, vamos escolher a terceira opção (Install to harddisk):

É tipo o comecinho da instalação do Windows 95. Primeiro vamos particionar e depois formatar.

Após reiniciar a VM, escolha a terceira opção novamente, escolha o idioma de instalação novamente e confirme mais uma vez que deseja continuar com a instalaçào (sim, é repetitivo mesmo).

Só que agora ele vai ver que o drive C: JÁ está particionada mas ainda não está formatada. Então vamos formatar!

Drive C: devidamente formatado!

Aqui agora é uma escolha pessoal. Plain DOS system é apenas o sistema operacional executável. Plain DOS system with sources é o mesmo, só que com o código-fonte do FreeDOS.

Pode ir tomar um café que isso aí vai demorar uns bons 10 minutos!

Após o boot, escolha Boot from system harddisk. Aí tem as seguintes opções para boot:

Eu escolhi a primeira (sem EMS – o Windows 95 não usa). Agora já pode tirar o CD do FreeDOS. Agora vamos copiar os arquivos do Windows 95 para o C:.

C:\> md win95

C:\> cd win95

C:\WIN95> copy d:win95

Essa cópia demora um tantinho bom também… d:E para começar a instalação, vá para D: (ou onde está o seu CD) e simplesmente dê:

D:\setup

Não vou colocar os prints da instalação do Windows novamente, certo? Só lembrando que ainda tem que fazer a correção do problema da velocidade (FIX95CPU) após instalar o Windows. O primeiro boot é demorado. Don’t panic!

A primeira coisa a fazer é atualizar o driver do Plug&Play (que está com uma exclamação amarela). Para isso vá em Start -> Settings -> Control Panel -> System -> Device Manager -> Plug and Play BIOS -> Driver -> Update Driver -> Select Location -> List all Devices -> PCI bus. Se pedir o disco para obter o driver, já sabe: c:\win95!

Vai reiniciar e pedir para terminar a instalação do PCI Universal Serial Bus, PCI Bridge, PCI Communication Device, PCI Ethernet Controller, IDE Controller, um monte de coisa. Sempre aponte para o c:\win95 a não ser que ele já indique que achou o dispositivo por conta própria! E é um saco isso, porque para cada dispositivo que ele encontra, ele reinicia, trava, boota para o Scandisk, boota outra vez, trava outra vez, e aí ele entra e encontra outra coisa. É bastante desanimador!

Confesso que tive bastante dificuldade para resolver o Windows no Proxmox e o resultado é bem frustrante.

Resumindo, parei a atualização do hardware no Plug & Play Bios e PCI bus, mostrado aí acima. Você verá que existem outras coisas a serem instaladas, mas sempre vai resultar em um travamento que forçará você a recomeçar a instação do zero. Minha recomendação é para ignorar essas outras instalações e fazer somente as que avisarem que algo foi encontrado. Tentar resolver isso tudo é inútil!

Ignorei esses aí…

Para melhorar um pouco a resolução, é possível instar o VBEMP 9x Universal VESA/VBE Video Display Driver for Windows 95/98/ME (aqui). Segundo o produtor, basta descompactar os arquivos em um folder, ir para Start Menu -> Control Panel -> System -> Device Manager -> Display -> (Unknown Display) -> Update Driver -> encaminhar para a pasta que contenha os arquivos. Neste local aqui você pode baixar uma ISO com esses drivers.

Não sei porque na minha configuração já veio o adaptador de vídeo configurado:

Então foi só clicar no fundo de tela com o botão direito -> Properties -> Settings e aumentar a resolução para 1024×768 (tanto para Desktop area quanto Screen area) além de aumentar a paleta de cores para True Color (24 bit). O resultado: a melhor tela que eu já tive no Windows 95 🙂

Para entrar na internet, a gente vai ter que resolver uma daquelas “interrogações”: o controlador Ethernet.

Veja que só tem  “Dial-Up” como adaptador de rede. Deveriamos ter a placa Realtek colocada no Proxmox. Aqui neste local você consegue baixar os drivers para instalar a controladora. E neste link aqui você consegue baixar esses drivers em ISO, prontos para colocar no Proxmox.

Após fazer o download, vá em Start -> Control Panel -> Network -> Add…

Nessa tela que se abre (Select Network Componet Type), escolha Adapter -> Add -> Realtek e aponte para a ISO que acabamos de baixar. Escolha a pasta “win95” e você terá a opção de escolher “Realtek RTL8139/810X Family PCI Fast Ethernet NIC”. Depois de inserir o adaptador, insira o protocolo TCP/IP também. 

Se fazendo isso não pegar IP (use o winipcfg para saber se pegou ou não IP), vá no Start -> Settings -> Control Panel -> System -> Device Manager -> Other Devices -> PCI Ethernet Controller e adicione o driver (da ISO que baixamos agora).

E eu confesso que tive muito problema com isso. Conseguia IP mas nada de conectar na internet. Aí fiz o seguinte: apaguei a placa Realtek, parei a VM e dei esse comando aqui:

qm <span class="token">set</span> <span class="token">115</span> --net0 <span class="token assign-left">pcnet</span><span class="token">=</span>BC:24:11:E0:56:36,bridge<span class="token">=</span>vmbr0,firewall<span class="token">=</span><span class="token">0</span>

Ele trocou a placa da Realtec pela AMD PCNET Family Ethernet Adapter (PCI&ISA), definiu o MAC Address, que é bridge e tirou o firewll para não dar erro. Quando liguei a VM, já avisou de novo hardware encontrado. Só precisei ir lá no Protocolo TCP/IP e ajustar o Gateway (192.168.1.1), DNS (8.8.8.8 e 1.1.1.1).

Então ficou assim no final: Windows 95 OSR2.5 rodando liso e completo na VM do VirtualBox e rodando com resolução alta e rede no Proxmox! Que surra!

Mas ainda temos problemas SEM solução usando o Windows 95 no Proxmox:

  • Sincronização do mouse: é um saco ficar no noVNC com dois ponteiros de mouse (o do hypervisor e o do Windows 95)
  • Som: esquece. Teria que usar o Spice e nesse vespeiro eu não fuço novamente nem a pau. Mais pra frente, em versões mais novas com suporte a RDP, a coisa muda.
  • Reinicializações: trava com alguma frequência.

E, novamente, essa é uma luta que não vou comprar. Já consegui instalar e vi que funcionou no VirtualBox!

É isso, pessoal! Um post gigantesco sobre o Windows 95 que está fazendo 30 anos!

Até o próximo post!

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